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Por Edson Lemes Júnior (Druida das Pradarias)
Capítulo II:
Os heróis se Reúnem
Uron e Lara mal conseguiram dormir, o som da festa que vinha de Tistinis parecia ter aumentado com o fim da chuva, e os insetos infestaram o interior da caverna procurando abrigo.
O dia amanheceu claro, e o sol refletia na pedra molhada criando pequenos arco-íris nas gotas e bicas que escorriam pela encosta da colina formando pequenas cascatas na entrada da caverna.
Uron estava em pé, na entrada, olhando o vale a sua frente, enquanto Lara acabava de se levantar e vestir sua armadura dourada.
- Dormiu bem Lara? - Pergunta Uron, quando esta se aproximou.
- Razoavelmente. O som da música e os insetos me perturbaram um pouco.
- Pois espero que esteja bem agora, olhe quem vem lá.
Lara aproxima-se da beirada da encosta ao lado de Uron e olha para o vale logo abaixo. Sem acreditar na visão, ela esfrega os olhos e olha novamente, mas eles continuaram lá, duas figuras, um corpulento gigante acompanhando de um guerreiro que trazia o cavalo pelas rédeas. Sem dúvida eram Golias e Panthro, os dois últimos guerreiros que faltavam para formar seu antigo grupo de aventuras.
Logo que os viu na entrada da caverna, Panthro acenou com seu braço metálico que refletiu a luz do sol, e Lara com um sorriso comovente respondeu ao aceno.
- Quem são eles mãe? - A voz do garoto a assustou, pois nem ela nem Uron haviam percebido a presença do menino ao lado deles.
- Gwaine, este é Uron, de quem lhe falei, e aqueles subindo a montanha são Golias e Panthro.
- Golias o gigante? - Disse o garoto demonstrando a ansiedade de conhecê-lo.
- Isso mesmo Gwaine, e com ele Panthro o portador da espada da visão e seu poderoso braço metálico. - Disse Uron com um largo sorriso para o garoto que olhava admirado para baixo, achando incrível o tamanho de Golias perto de Panthro, ao mesmo tempo que imaginava como um homem poderia ter um braço metálico.
A subida não foi difícil para os dois aventureiros já acostumados a enfrentar tal tipo de terreno. Mas foi muito menos difícil para Golias que conseguia alcançar facilmente locais propícios para apoiar as mãos e pés.
Quando eles chegaram a entrada da caverna, os quatros se abraçaram, estavam novamente reunidos, depois de três anos de separação; com exceção de Golias e Panthro que continuaram juntos na vida de aventureiros. Lara a anos não saía pelo mundo e Uron voltara para seus Elfos na floresta de Magalay, onde se tornara um vigia realizando rondas, mas nenhuma aventura perigosa.
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- Porque nos chamou Lara? Creio que não foi para matar a saudade. - Disse Panthro enquanto abraçava Lara.
- Este é meu filho Gwaine, e de alguma forma, acho que os chamei aqui por causa dele.
O garoto fez um tímido comprimento com a cabeça, mas não conseguiu esconder a emoção ao ver Golias que mal conseguia ficar ereto na caverna.
- Lara foi atacada em sua própria casa no Nilo Pantro. – Diz Uron
- Sim, creio que vieram atrás da armadura e devem também querer a espada. – Ela diz isso apontando a belíssima espada na bainha de Panthro e este inconscientemente coloca a mão sobre ela como se para defendê-la de um mal invisível. – E tem mais, - ela continua – temo também por meu filho, se eu sou o alvo ele também o será.
- Bem Lara, como prometemos quando nos separamos estamos aqui, mas não acha que foi um pouco apressada demais em exigir nosso juramento. Acho que o que você sentiu foi saudade. – Diz Panthro com um deboche no rosto.
- Não é bem assim. – comenta Uron sério, acabando com o sorriso no rosto de Panthro, apenas Golias permaneceu sorrindo. – Acho que Lara fez bem em nos chamar. A dias Trolls caminham em Magalay, isso não é comum desde a época da expansão. Parece que eles estudam o terreno para uma suposta forma de invasão.
- Vocês são uma piada mesmo. Eu e o Golias aqui já fomos atacados uma centena de vezes na tentativa de sermos roubados e só porque os trolls querem fazer piquenique em Magalay não é motivo para fazer todo este estardalhaço.
- Bem Panthro, se lembra da cigana?
O sorriso no rosto de Panthro se apaga tão rápido quando as pegadas a beira de uma praia, sua sombracelha é franzida e ele diz:
- Não vão me dizer que acreditam no que aquela velha bruxa disse. Eu quase a matei aquele dia.
- Mas ela estava certa sobre você não estava.
- Ah Uron, não me venha com essa agora. Só porque ela disse que meu braço seria substituído por outro não quer dizer que ela acertou metade das coisas que ela disse.
- Bem, e se ela estiver pronta a acertar.
Neste momento Panthro lança um olhar para o garoto. Este apenas observa a conversa sem muito interesse. Seu interesse recaia sobre o gigante e o braço metálico do guerreiro.
- Não me venha com essa Uron.
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