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Por Edson Lemes Júnior (Druida das Pradarias)
Capítulo III:
Tistinis, a cidade dos Elfos
- Já estamos parados a dois dias. Se continuarmos aqui eu vou enloquecer Lara. Preciso de um vinho. E também se quer conhecer a verdade de que adianta se esconder numa caverna. Nós somos aventureiros lembra? Se quisermos descobrir algo temos de correr atrás.
- Você tem razão Panthro. - concorda Uron pegando sua espada e caminhando para a saída da caverna. - Se continuarmos aqui como coelhos com medo da raposa não conseguiremos descobrir nunca a verdade. Temos que agir.
- Mas para onde iremos Uron? – Pergunta Lara relutante em sair e expor seu filho aos perigos que possivelmente eles estarão prontos a correr.
- Porque não voltarmos a Mindway? Não foi lá que encontramos a velha cigana trapaceira. Maldita, não posso lembrar que me roubou 20 moedas. – Panthro coloca a mão sobre sua bolsa de dinheiro como se a protegesse de algo.
- É, Panthro tem razão Lara. Porque não irmos lá e mostrarmos o garoto para ela?
Lara sente um arrepio percorrer sua espinha, então relutante faz um sinal que sim com a cabeça.
- Mas o que acham de darmos uma passadinha em Tistinis antes Uron. Ta tendo uma festinha lá, e já não agüento mais comer ração de viajem. Também estou louco pra conhecer umas Elfinhas, não é mesmo Golias.
A gargalhada do gigante ecoa pela caverna quando seu nome é mencionado. Mesmo parecendo não estar prestando atenção a conversa o gigante ri. Gwaine percebe a baixa inteligência do gigante que volta novamente a seus afazeres, brincando com um pedaço de pele de coelho e uma aranha encontrada no fundo da caverna.
- Você é realmente um crápula, Panthro.- comenta Uron, com um meio sorriso nos lábios. – Sempre pensando em sua luxúria.
Neste momento Lara se levanta do lugar onde estava e diz:
- Os garotos estão prontos para partir?
Uron e Panthro se olham admirados e num sorriso de surpresa falam quase juntos: - Esta é Lara, a Rainha dos Ventos. E Golias dá uma enorme gargalhada no fundo da caverna, ele já se sentia deprimido de ficar ali.
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Lara se aproxima da entrada da caverna com sua belíssima armadura refletindo ao sol. A visão de quem estivesse lá em baixo no vale, era de que um anjo descansava no alto da colina.
Abrindo as enormes asas, Lara com seu filho nos braços, salta desfiladeiro abaixo e em poucos minutos, Uron, Panthro e Golias só enxergam o brilho de sua armadura cada vez mais distante deles e mais próximo ao solo.
Logo, Lara está de volta, como um anjo dourado e desta vez pega Uron. Num giro no ar, desce o desfiladeiro abaixo. Panthro e Golias começam a descer a encosta da mesma forma que subiram, e quando Lara volta para buscar Panthro, este se recusa ser levado, diz preferir exercitar os músculos ao lado do amigo Golias, que ela não conseguiria levar devido ao enorme peso.
Lá em baixo no vale, Lara, Uron e Gwaine observam os dois pontos, que vezes ou outra brilhavam devido ao sol refletindo em suas armaduras. Os dois desciam a colina com enorme agilidade. Em cerca de quinze minutos eles se encontraram com Uron, Lara e Gwaine que olha cada vez mais admirado para o gigante silencioso e o poderoso guerreiro portador da espada da visão.
Juntos, eles partem para Tistinis.
Tistinis era uma cidade pequena, demasiadamente simples, com seu cultivo de trigo e seus enormes rebanhos, mas ao mesmo tempo era uma cidade muito bela, habitados por Elfos, de incrível agilidade e beleza natural proveniente de sua raça.
A cidade não tem fama de ser hospitaleira, mas pelo motivo da festa, os soldados Elfos que vigiam sua entrada permitiram a passagem dos heróis, com uma condição é claro: que suas armas fossem deixadas ali com eles até eles saírem novamente da cidade.
Panthro tentou recusar a deixar sua belíssima espada da visão, achada no mesmo lugar que a armadura de Lara. Ela concedia ao portador o poder de enxergar qualquer lugar desejado e conhecido por ele, além de ter um incrível poder de destruição. Mas Uron e Lara acabaram por convencê-lo de que os Elfos eram de confiança e não haveria problemas em deixar a espada com eles.
Lara usava uma longa capa para esconder a armadura e as asas, que dava-lhe a impressão de estar carregando uma mochila escondida sob seu manto. E Panthro usava uma longa luva de couro, que sumia em baixo da manga de sua camisa para esconder o braço mágico metálico, que havia adquirido graças a troca de um bracelete mágico amaldiçoado que concedera a um mago junto com seu verdadeiro braço, em troca do novo braço metálico.
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