
Os anões e os elfos foram os primeiros habitantes do novo continente. Ninguém sabe ao certo como os anões chegaram aqui assim como pouco é conhecido sobre seu passado.
Os anões viviam ao norte e os elfos ao sul, espalhados pelas florestas que cobriam 1/3 de todo o continente.
O Reino anão sempre foi próspero e rico, se estendendo por todo o norte, desde o Mar Profundo até as montanhas na divisa com a Terra Selvagem.
No ano de 586 os humanos atingiram o lado Oeste do Reino Anão e ao contrário do que se imaginava não houve guerras nem conflitos, ambos se encantaram com a cultura um do outro e seu modo de vida e o que houve foi um afeto e uma aliança entre as duas raças.
Os anões não tinham um governo fixo, cada cidade era comandada por um Ihnagth (regente na língua anã). Foi no ano de 603 que tanto anões quanto Humanos elegeram Ecatron como rei de ambas as terras. Os anões veneravam Ecatron pelo seu modo bondoso e corajoso de agir.
Mas a desgraça veio no ano de 633 quando a sombra negra cobriu o castelo do rei e uma enorme horda de mortos vivos impediu a entrada do exército anão para ajuda-lo.
Vendo que era inútil lutar e sabendo da notícia de desaparecimento de Ecatron, o reino Anão caiu em profunda depressão, sem rei e presos entre um mar de floresta, as Cordilheiras Selvagens e agora a Terra dos Mortos.
Mas em 635 surgiu Kenadesh, um anão guerreiro que usou a cultura humana para fundar um reinado anão com um único rei. O reino de Kademirk (Anão na língua anã). O reino anão se tornou próspero, os anões muito ligados a engenharia descobriram a pólvora e construíram barcos voadores ou dirigíveis como os sábios o chamam, muito cobiçado pelos outros reinos. Mas Kenadesh decretou que a venda de qualquer produto anão para um não anão era motivo de traição ao reino e devia ser punido com a morte.
Os anões muito patriotas obedecem a lei de Kenadesh até hoje e nenhuma pólvora, dirigível ou produto anão é vendido a um não anão.
Suas armas também são muito belas e poderosas e muito cobiçadas por esse motivo. Mas raramente um não anão consegue possuí-las.
Os anões se tornaram um reino isolado, mas muito próspero e patriota. Hoje talvez seja o reino mais rico existente em todo o continente.
Leis e Costumes
Outro reino de ERA com uma cultura tão antiga quanto as rochas. Os anões acreditam que seus mortos se tornam rocha, produto do qual acreditam que eles vieram. Por esse motivo os túmulos anões são sempre cobertos por pedra e não terra. Eles também desprezam a profanação de túmulos.
Os moradores deste reino também prezam a guerra e a vêem como a ponta da picareta que lapida a rocha, sempre renovando a vida. Por esse motivo a maior decepção do reino foi o abandono a Ecatron na época em que os mortos tocaram a terra maldita.
A religião mais cultuada em tal reino é a religião de Töwer, o deus da guerra.
Outra cultura comum entre esse povo é a de enterrar seus mortos em combate com suas melhores armas, pois acreditam que na outra vida eles necessitarão de tais armas para lutar ao lado de seu deus. Por esse motivo, tal reino é muito visado pelos ladrões de tumbas, que violam as leis do reino em busca de armas mágicas.
Com esse costume, se um guerreiro morre sem ter nenhuma de suas armas com ele, no mínimo uma faca é colocada em seu túmulo em respeito, para que ele não retorne para vingar aqueles que o enterraram.
No reino anão há o feriado de 32/03, em vergonha a derrota que tiveram contra a morte e com isso a perda de seu rei Ecatron. Nesta época todos se fecham em luto em suas casas e o reino inteiro pára em uma melancolia contagiante.
Uma subcultura se desenvolveu entre os moradores da região montanhosa que divide o reino selvagem do reino anão. Ali encontra-se diversas tribos de anões bárbaros muitos com culturas mais antigas que a era dos homens no continente.
A principal peculiaridade desses clãs também está ligada com a morte. Eles acreditam que a borboleta é o guia da alma para a outra vida, dessa forma, borboletas são consideradas sagradas por estes anões. Os povos sempre enterram seus mortos com uma lagarta ou casulo em simbolismo a metamorfose da mudança de uma vida para outra. Há até um culto primitivo ao Deus da vida que em uma de suas formas é representado por uma borboleta.
Principais Leis
Assassinato: Os anões por serem guerreiros natos desprezam o assassinato traiçoeiro. Morte por duelos ou honra são considerados comum, mas morte traiçoeira é pago com a morte do assassino.
O assassino quando pelo é levado a um templo do deus da guerra. Ali ele vigiado por alguns clérigos recebe uma adaga para cometer suicídio e com isso provar o arrependimento pelo crime cometido. Aqueles que não tem coragem para comete-lo tem uma morte muito pior.
Por provarem que não se arrependeram, são levados as salas de execução onde são escaldados vivos e seus corpos são então jogado aos cães.
Roubo: Os anões são muito apegados a bens materiais. Roubar é um crime absurdo entre esse povo. Aquele que foi roubado tem o direito de penalizar o ladrão. Essa penalidade é a amputação de seus dois braços na altura do cotovelo para que este não volte a utilizar suas mãos para o roubo.
Desrespeito: Desrespeitar uma autoridade anã pode ocorrer a uma chamada para um duelo ou a prisão daquele que desrespeitou por um período entre 10 a 50 dias.
Casamento: Os anões muitas vezes tem mais de uma esposa. É comum em tal reino os homens anões se casarem com um, duas ou até três esposas. Mas eles devem ter uma boa renda para sustentar esta família. Pois as mulheres anãs não trabalham e têm como principal função cuidar da casa, das crianças e do marido.
Adultério: Uma anã que traia seus marido é morta por desprezar tudo que seu senhor deu a ela. Um anão solteiro que se envolva com uma anã casada é acusado de roubo, mas a pena é a castração.
Dívidas e Impostos: Dívida é dívida se o prazo não for cumprido no pagamento o anão que emprestou pode exigir do estado o confisco dos bens daquele que não pagou. Se este não tiver nenhum bem material, por honra ele deverá servir aquele quem ele deve até que este o liberte.
Duelo: Duelos são comuns. Sempre que alguém deseja lutar com outro, este o convida para um duelo que pode ser até a morte. Ninguém interfere e quando alguém não aceita um duelo é tido como covarde e pode ficar marcado como tal pelo resto de sua vida.
Escravidão: A escravidão por pressão é proibida, mas na cultura anã, quando você deve a vida a alguém ou algum bem material e não tem como pagar você deve dar sua vida a este de bom grado, passando-o a servir até que o mesmo o liberte de sua dívida. Entre os anões a honra é algo quase sagrado. Aquele que não cumpre seus deveres é tido como um homem sem honra e pode ter o mesmo destino que um assassino.
Lei de Kenadesh: Nenhum material, seja arma, pólvora, armadura ou equipamento tecnológico construído no reino anão pode ser vendido ou doado a um não anão. Aqueles que descumprirem a lei são punidos com a morte.
Júri – Os julgamentos muitas vezes são feitos pelos clérigos de Töwer, mas nas grandes cidades há tribunas com estudiosos de leis que julgam e condenam ou absolvem os acusados.