
Antes do surgimento humano em ERA e da expansão Troll, a floresta de Magalay se estendia desde a recente cidade Maná até o início da Floresta Negra e ambas se tornavam uma só, apenas os elfos eram capazes de distinguir a diferença das duas. A leste a floresta chegava até o litoral atingindo a atual divisa com o reino Drow.
Toda esta floresta era habitada por seres místicos que viviam em harmonia entre si. Entre eles se encontravam unicórnios, satírios, elfos, fadas, gnomos e licantropos de diversas espécies.
Mas os humanos chegaram e alteram drasticamente a anatomia do continente. A expansão começou, Keronã devastou parte de Magalay para a construção de suas cidades. Barak, o rei troll, fez o mesmo com a parte que ficava em seu reino e os seres que viviam na floresta eram vistos como Demônios da mata e mortos pela cultura primitiva dos humanos.
Obrigados a fugir, os gnomos, fadas e satírios seguiram para o interior da hoje conhecida Floresta Negra fundando o misterioso reino das fadas onde humano nenhum é bem vindo, os elfos, antes pacíficos, fugiram para o noroeste próximo aos litorais com o Mar do Leste.
Os unicórnios por sua vez, foram sumindo junto com a própria floresta, sentindo as dores da mãe natureza em seus corpos, e hoje são extremamente raros.
Os humanos expandiram para o norte e noroeste, como um câncer, eles proliferavam rapidamente e consumiam os recursos da região.
O reino Drow foi fundado e Magalay foi rasgada em dois. Metade se tornou a Floresta Negra e Niteril e a outra metade se tornou a própria Magalay. Os que ficaram no lado negro da floresta se tornaram sombrios como ela, adoradores da noite e da escuridão e passaram a ser chamados de elfos negros ou Drows, pois sua pele se tornou negra e escura como seus corações. Devido ao sofrimento, ódio e humilhação que sofreram por parte dos humanos e trolls.
“Dizem que os elfos mimetizam seus corações, aqueles que são escuros como a noite tem a alma impura e cheia de maldade, os dourados e brilhantes são honrados e bondosos.”
Os outros elfos travaram batalhas sangrentas com os humanos vindo o Oeste, mas o reino Drow se expandia rapidamente e com ele consumia a floresta a sua frente, diminuindo assim a morada dos elfos.
Alguns se aliaram ao conceito humano e passaram a viver em cidades longe das florestas, perdendo por completo sua cultura milenar. Outros, conhecidos como os “Guerreiros Verdes” assassinavam qualquer um que invadisse seu território usando suas temidas flechas sanguinárias, banhadas em veneno. Antes usada apenas na caça e agora na guerra.
Os elfos resistiram por longos 74 anos até que o Reino Drow encontrou a costa leste. Os elfos restantes fundaram a cidade de Tistines no coração de Magalay que até hoje luta em prol de sua sobrevivência. Os elfos que se misturaram aos humanos formaram o reino de DravVille, tendo como seu primeiro rei (numa forma irônica) um humano chamado Kalamir.
Os elfos aprenderam a navegar e a construir armas como os humanos e ensinaram a estes como cavalgar um cavalo de maneira leve a lutar sobre ele, como lidar com animais e a mover em silêncio nas matas. Com isso DranVille se tornou um reino próspero e harmônico. Suas cidades são belas e prezam a natureza acima de tudo e seus exércitos são fortes e temidos em todo o reino, perito no arco e flecha.
Leis e Costumes
DranVille é conhecido como o reino élfico, mas pouco restou da cultura élfica dos povos antigos.
Em DranVille a vida é prezada acima de qualquer coisa, desde um simples animal a um homem, todos tem direito a vida. Os elfos acreditam que cada vida tem seu papel em ERA e que somente os deuses tem direito de conceder e tomar uma vida.
O povo de tal reino também acredita que nas árvores encontra-se a energia que mantém a vida na terra e por isso suas cidades são arborizadas e toda árvore é prezada como uma vida, sendo proibido o corte sem prévia autorização do regente ou rei. Apenas as cidades lenhadoras do reino tem direito de tirar a vida das árvores, mas geralmente tais cidades são pequenas e influenciam pouco no desmatamento das grandes matas.
Os moradores desse reino também prezam as crianças. Toda criança vivendo em DranVille tem direito a estudo e conhecimento gratuitamente. Escolas de magia são obrigados a ensinar crianças sem condições de pagar caso estas estejam dispostas a aprender.
As mulheres do reino são tratadas como iguais, mas é cultura desse povo que nenhuma mulher se atire nos braços de um homem e sim aceite ou recuse os flertes dirigidos a ela.
A arquitetura de tal reino também é indiferente, com construções circulares repletas de pinturas e detalhes gravados nas paredes e colunas das cidades. Muitas estátuas de reis e grandes campeões também enfeitam as ruas das capitais. Para os outros povos este é um reino de riqueza e esplendor.
Principais Leis
Assassinato: Cometer um assassinato é algo bizarro e brutal, visto como o ato mais perverso da alma humana. Aqueles que cometem tal ato em tal reino são severamente punidos.
Um assassino seja ele qual for recebe uma marca na testa feita a ferro quente. O ferro quente é feito para representa o sofrimento da vítima. Aqueles que recebem a marca são trancafiados em prisões para o resto da vida e caso consigam fugir são facilmente identificados pela marca que levam consigo.
Roubo: Os DranVilianos tem uma visão pouco materialista do mundo. Aquilo que eles não usam eles descartam. Dessa forma é comum encontrar objetos de valor no lixo dessas cidades. Se alguém lhe pede algo e você tem como conceder aquele pedido sem te prejudicar, esta pessoa tem o dever de lhe ajudar. É parte da cultura se sentir ofendido se você não faz isso.
Dessa forma quase não há roubos em DranVille. Ou teoricamente, quase não deveria haver. Mas eles acontecem como em todos os lugares e se você pegou algo que irá prejudicar aquele de quem você pegou você pagará com sua prisão, por um período determinado pelo juiz local podendo varia de 5 a 300 anos.
Desrespeito: São raros acontecimentos de desrespeito em DranVille. Mesmo aqueles considerados de status superior respeitam pessoas de status inferior. Cãs alguém desrespeite uma autoridade, tal pessoa pagará com trabalhos prestados a comunidade local por um período igual ao estipulado pelo juiz local. Deve haver testemunhas que comprovem a ocorrência do desrespeito.
Casamento: Os casamentos são muito festejados em DranVille. Toda união é tida como sagrada. A separação pode ocorrer se o lado descontente provar o desrespeito por parte de seu parceiro.
O laço de união é feito pelo juiz ou clérigo local e o símbolo que o casal leva é uma tatuagem sem torno do punho esquerdo. Em caso de separação a tatuagem permanece e é proibido um novo casamento para tal pessoa.
Adultério: O adultério comprovado é tido como violação da união sagrada. O casal adultero recebe uma marca no punho direito e passa a ser discriminado pela sociedade. O casal traído deve permanecer solteiro até o fim de suas vidas.
Dívidas: Não há dividas em DranVille. Já que o empréstimo é feito de espontânea vontade e os bens materiais são pouco valorizados, as dívidas são facilmente perdoadas pelos credores.
Escravidão: É abominável para qualquer DranViliano saber que alguém tenha sido feito de escravo. Não é permitido nem mesmo comércio de animais que não sejam domesticados. A vida e a liberdade são as prioridades desse povo.
Júri – Quando há a necessidade de julgamento de alguém, o regente ou o chefe da guarda é chamado como testemunho, muitas vezes clérigos são chamados como um júri que irá tomar a decisão de julgamento da vítima. Quem da a sentença final é o juiz.
Na maioria dos casos, magos ou clérigos com poderes da verdade são chamados para conhecer a verdade dos fatos.