
Belthor não apenas expandiu para o leste, mas também para o norte e como aconteceu com Keronã o reino não podia suprir com as necessidades de suas colônias devido a distância que essas ficavam da capital.
Foi em 520 que Metril, uma colônia de Belthor foi atacada por pequenos guerreiros medindo no máximo 60cm de altura. Eles eram muitos e de uma ferocidade terrível.
O exército de Metril não conseguia conte-los então um pedido de ajuda foi enviado a capital, mas a resposta que receberam do rei não foi satisfatória. Dizia ele: “Meu exército se encontra ao leste enfrentando as tribos bárbaras não podemos ajudar”. Os bárbaros citados eram os Orcs das férteis, já que essa região era muito mais interessante a Belthor.
Metril contou com a ajuda de mais duas colônias, Dortw e Fortificada. O combate durou 3 meses e as colônias conseguiram vencer os agressores. Com ódio do rei por negar-lhes auxílio, as 3 colônias se uniram e decretaram independência de Belthor.
Esperando uma investida por essa insolência, as colônias recrutaram todos os jovens capazes de lutar para enfrentar a ira de Belthor, mas ao contrário do esperado, essa guerra nunca ocorreu. Belthor estava preocupado demais com a guerra ao leste, aquela região não era tão importante quando as planícies férteis. O único exército que foi enviado foi uma milícia de 200 homens para conter os revoltosos. Mas estes foram dizimados pelas três colônias que pouparam 5 soldados, dando a eles a missão de voltar ao rei levando preso as seus corpos a cabeça de seus comandantes.
As 3 cidades elegeram Mênder como seu regente e rei, ele que havia sido o capitão do exército contra a investida de Belthor.
Mênder era um militar e não um político, sua ambição era a conquista e a guerra, já que adorava Töwer. Em 530 constituiu um exército de 800 homens e seguiu numa expansão ao leste, deixando seu filho Mitrus como regente em seu lugar. Ele dizia ao povo que encontraria riquezas e tornaria o novo reino o mais poderoso reino de ERA.
Mênder avançou cada vez mais para o leste, deixando por onde passava um rastro de destruição. As florestas eram rasgadas e as tribos nativas dos elfos dizimadas para dar lugar as cidades humanas.
Mênder avançava cada vez mais, mas seu avanço consumia homens e dinheiro do reino, pois os combates contra os elfos negros (ou Drows como foram chamados) eram extremamente sangrentos. Mênder queimava as florestas a sua frente atirando nela bolas de fogo com suas catapultas e enviando batedores com óleo e tochas. Dessa forma ele acabava com o domínio dos elfos.
Mênder morreu em 552 no combate de “Varssom”, o nome do dragão que atacou suas tropas quando essa descansava de uma guerra que durara 2 meses contra uma poderosa tribo élfica.
Varssom foi morto, mas seu ataque custou a vida dos melhores guerreiros do exército. Mesmo com a morte de Mênder a expansão não parou, substituído pelo capitão Dûndar, seu braço direito e também adorador de Töwer, a expansão continuou até alcançar o mar leste. Drow se tornou o maior reino de ERA, mas isso lhe custou caro demais. As crises financeiras começaram e a guerra contra a floresta acordou diversos dragões que assolaram as suas cidades.
O reino só não foi subdividido, pois Mitrus tinha um braço forte e governava com sabedoria, assim como seus descendentes.
Em 720, o rei Mentanius fez um acordo com os Drows que consistia: Os humanos deixariam a floresta negra em paz desde que os Drows parassem de atacar as cidades vizinhas as florestas e os mercadores que viajavam nas estradas próximas. O acordo nunca foi cumprido por nenhum dos dois lados, mas valeu para que o reino ficasse conhecido mundialmente como o Reino Drow e seu nome posterior fossem esquecidos.
Até hoje o reino Drow sofre as conseqüências devido a expansão Mênder que custou a vida de um reino – exaurindo toda sua economia.
Leis e Costumes
Tal reino, antes conhecido como Melinor, é um reino sofrido, com uma cultura fragmentada pela extensão rápida de suas terras e devastadoras para todos os lados que aderiram ao reino.
Tal reino cresceu, se estendeu, mas que lucro teve nisso? Consumiu quase todo o seu recurso, despertou a ira de raças e criaturas antigas e devastou a maior floresta do continente, dividindo-a em duas partes. Onde está o lucro disso? Se não bastasse, fragmentou sua cultura incorporando conceitos élficos deturpados, Drows e das diversas raças que enfrentaram.
Hoje o reino Drow em sua enorme extensão varia em conceitos culturais a leste e a oeste. A leste até próximo a Mindway, as cidades são pontos isolados, distante das culturas populacionais tendo cada uma sua própria característica.
A oeste a cultura é basicamente humana. As mulheres são criadas para casamentos e seus pretendentes devem pagar dotes ao pai do noivo para se casar, este (o pai) escolhe o marido das filhas. É o único reino que mantém tal cultura, uma herança dos velhos costumes e dos costumes élficos antigos.
Além disso, há uma cultura bizarra também neste reino. Sempre que homens fazem acordos, eles trocam fios de barbas em sinal de honra ao acordo, dessa forma todos os homens desta região utilizam barba. Homens sem barbas são considerados homens sem honra e todos tem um certo receito deles (-1 na reação).
A religião é muito variada em reflexo a isso, neste reino encontra-se o templo misto.
Principais Leis
Assassinato: Um assassinato sem motivo aparente é pago com a morte do assassino. Este é apedrejado em praça pública, mas maiores cidades geralmente há locais específicos para apedrejamento, uma espécie de vala onde o assassino é colocado e apedrejado até a morte pela própria população.
Roubo: O Roubo é pago com chibatas igual ao valor daquilo que foi roubado em peças de cobre. Exemplo, uma ladrão que roube uma jóia no valor de 100 peças de cobre receberá 100 chibatadas. O que geralmente resulta na morte do ladrão.
Desrespeito: O desrespeito a autoridade é pago com dias ou meses de reclusão em cadeia. Variando de acordo com a forma de desrespeito e a influência da autoridade e daquele que desrespeitou.
Casamento: São arranjados pelos pais das noivas. O noivo paga o dote a família da noiva e este recebe a mão da jovem.
Os casamentos são feitos na religião da família e o noivo passa a ter controle sobre sua mulher.
Adultério: Algo muito comum num reino onde não se casa por amor. A mulher adultera é morta da mesma forma que um assassino e o homem deve pagar adultero, deve pagar 20x o valor do dote da mulher que desonrou, isso pode torna-lo um dividendo aquele que foi traído.
Dívidas: A dívida ao estado ou a pessoa física é pago com o confisco dos bens do devedor.
Escravidão: Não é permito comércio de escravos, com exceção de criaturas consideradas não humanas, tais como licantropos, fadas, trolls, etc.
Duelos: Só é permitido entre gladiadores e em arenas em épocas de campeonatos.
Júri – Quando há a necessidade de julgamento de alguém, o regente ou o chefe da guarda é chamado como testemunho e um mago com a magia Veracidade é convocado. O mago lança a magia no acusado e perguntas são feitas a este. Um juiz pré determinado dá a sentença final, geralmente um clérigo de Hagr.