
Belthor crescia demasiadamente rápido. As colônias de expansão e exploração seguiam cada vez mais para o leste do reino, buscando sempre as enormes planícies férteis que regiam o local.
Foi nesta época que surgiu Ventór. Com a expansão, as colônias se tornaram tão distantes da capital que era impossível ao rei controlar seus impostos, enviar exércitos regularmente ou administrar tais áreas. Afinal Belthor era um reino novo e já era difícil ao rei administrar as terras próximas a capital, quando mais as distantes.
Foi então que as colônias ao leste escolheram um regente comum para controlar suas terras e este prestaria contas diretamente ao rei. O escolhido foi Ventór de McQuelvile, um guerreiro poderoso e renomado na época.
Os anos passaram, os reis e regentes mudaram e a região que antes era comandada por Ventór se sentia isolada das ações tomadas pelo rei.
Foi nesta época que Keronã, o atual regente da região, decretou independência de Belthor, criando o reino de Keronã. Belthor não aceitou tal fato e a guerra foi declarada.
Belthor era superior a Keronã, tanto em armas, quando em treinamento militar. Keronã tinha seu exército formado por mercenários e voluntários, geralmente camponeses que nunca lutaram antes, enquanto Belthor tinha exércitos com infantaria equipada e bem treinada.
O massacre de Keronã seria inevitável, mas um milagre aconteceu. Nas Colinas do Grifo existia uma tribo bárbara de orcs que decidiram ajudar Keronã na guerra.
A batalha foi árdua, durando seis meses e ficou conhecida como “Regado de Sangue” devido ao número de corpos deixados sobre as planícies férteis.
Keronã agora era independente e aliada aos Orcs. Mas foi no ano de 603 que o rei Keronã faleceu e seu filho, o ambicioso Antarôn herdou o trono. Antarôn detestava os orcs e sempre tivera em mente que as Colinas onde eles viviam eram parte de Keronã e tais criaturas deveriam ser expulsas de lá.
Como os orcs eram aliados de Keronã, o jovem rei Antarôn não podia simplesmente declarar guerra aos orcs. Então, em sua mente suja e perversa, criou uma cilada política que colocaria o reino contra os Orcs.
Enviando mensageiros-espiões as Colinas, ele contratou 60 orcs mercenários prometendo-lhes fortuna em troca de um ataque as cidades vizinhas as Colinas, alegando que essas tramavam contra o reino de Keronã.
Os orcs, acreditando nas palavras de Antarôn, atacaram as cinco cidades próximas as montanhas, saqueando-as e matando seus moradores, como havia ordenado o rei. E quando voltavam para receber a fortuna prometida, foram covardemente atacados por uma tropa estrategicamente escondida que os surpreendeu e os matou friamente.
Estava feito, o cenário havia sido montado com exatidão. A guerra contra os orcs fora declarada cinco dias depois; mesmo Khântatur, o rei orc, alegando inocência em tais ataques e jurando que eles não vinham de seu exército.
A guerra contra os Orcs durou seis longos anos, milhares de soldados humanos morreram nas emboscadas e armadilhas feitas pelos orcs que conheciam muito bem a cordilheira. Mas a insistência de Antarôn era grande demais e os humanos conseguiram atingir a capital orc, Ketohanom.
O massacre foi feito, os orcs sobreviventes fugiram para a Ilha de Rhôs, onde fundaram uma grande fortaleza marítima impedindo a aproximação dos humanos.
Antarôn não se dava por vencido e com navios decidiu atacar a ilha de Rhôs, mas num desses ataques seu navio foi atingido por uma catapulta e Antarôn morreu afundando junto com sua tripulação.
Três meses após a morte do rei, Mênfis I filho de Antarôn terminou com a guerra, mas criou uma lei declarando que qualquer orc em território Keronã será considerado inimigo e morto. E até os dias atuais a lei é cumprida.
Leis e Costumes
Keronã apesar de ter sido colônia de Belthor tem sua cultura diferenciada. Uma das primeiras colônias a se tornar independente.
Suas leis e costumes foram diferenciados da antiga colônia e permanecem praticamente os mesmos desde aquela época.
Hoje em dia Keronã se tornou uma terra mais militarizada que Belthor e seu povo tem um pequeno preconceito com relação a Belthorianos, achando-os arrogantes e muito pretensiosos, mesmo assim ambos os reinos mantém comércio livre em suas terras e uma diplomacia invejável. A religião de Keronã é muito mista, mas as principais adorações estão ligadas a Corlow, Hagr, Töwer e Mays.
A principal peculiaridade dessa terra é seus vinheiros. Capazes de produzir os melhores vinhos de todo o continente.
Existe uma festa destinada ao deus pagão do vinho, Zulirí. Esta festa ocorre nas principais capitais do reinos no dia 18 do mês Mystic e é chamado de O néctar de Zulirí (veja mais no capítulo Deuses).
Outra festa importante em Keronã é a Festa da Libertação onde é festejada a independência deste reino de Belthor. Os teatros ficam repleto de atores apresentando a história da independência, mas nunca é citado o apoio do orcs na vitória sobre os Belthorianos. A festa ocorre no dia 20 do mês Glacê e termina no dia 26 do mesmo mês, simulando assim os seis meses de batalha entre os dois reinos.
Principais Leis
Não há pena de morte em Keronã, diferente da maioria dos reinos que julga e enforca seus condenados. A retirada da pena de morte ocorreu graças ao pedido de um Sumo Sacerdote de Corlow ao regente da época que adorava o mesmo deus.
Assassinato: Os assassinos são enviados aos Paladinos da Ordem de Corlow para serem julgados e submetidos a purificação. Após tal a purificação, que consiste num ritual de benção e perdão, o prisioneiro é enviado a uma prisão onde poderá permanecer entre 10 a 50 anos (variando de acordo com o tipo do assassinato).
Roubo: Alguém que roube outra pessoa é obrigado a devolver 5x mais o valor que roubou. Se não tem como pagar, deve faze-lo prestando serviços a pessoa lesada. Muitas vezes o criminoso é acompanhado de perto por um soldado e passa suas noites na prisão.
Duelo: Os duelos não são permitidos em Keronã e podem levar a 5 dias de prisão. Se ocorrer mortes devido a duelos, será considerado assassinato. Existem duelos simulados que só podem ocorrer dentro de locais específicos, como as arenas.
Desrespeito: O desrespeito a autoridade é pago com 20 a 50 dias de detenção e trabalhos forçados em favor da comunidade. Tais como: construção de estradas, manutenção de esgotos, etc.
Casamento: O casamento é realizado na religião dos noivos com no mínimo cinco testemunhas. Casamentos são eternos e só podem ser desfeitos com a morte de um dos parceiros, permitindo assim que se case novamente, tanto o homem quanto a mulher.
Adultério: Aquele que adultera, seja homem ou mulher, terá seus bens tomados e entregues ao parceiro que sofreu a traição.ele deverá viver a mercê da sociedade devido a sua fraqueza, recebendo uma marca a ferro quente na palma da sua mão. Alguém que empregue um adultero deverá pagar como punição 1 peça de ouro para cada mês que manteve o adultero empregado.
Dívidas nos Impostos: Não pagar os impostos consiste no confisco de seus bens até chegar no valor da dívida. A dívida a outra pessoa consiste no confisco dos bens do devedor pela pessoa que fez o empréstimo. Como no roubo se a pessoa não tem como pagar deverá faze-lo com serviços.
Escravidão: a venda e o comércio de escravos em Belthor são estritamente proibidos. Nenhuma raça inteligente pode ser vendida ou usada como escravo.
Júri – O júri é geralmente formado por 6 clérigos da igreja de Hagr. Os acusados são seus próprios defensores e o acusador os próprios promotores. Ambos podem recorrer ao auxílio de testemunhas que não sejam seus familiares.
|
Suas Fronteiras
As fronteiras de Keronã:
Keronã divide suas fronteiras com Belthor, Drow e Troll.
- Ao norte a divisa com o reino Drow é marcada pela junção do Rio Tamizo com o rio Anuviron, sendo o segundo o limite para todo o território.
- A Oeste, a divisa com Belthor é o rio Tamizo e as Colinas de Kelendar, sendo as colinas parte do território Belthorniano.
- Ao leste, a estrada que sai da capital de Drow até a floresta de Magalay é o final de seu território. A borda sul da floresta de Magalay até o rio Hûr é o limite para o reino Troll. Nesse ponto há divergências, pois a cidade de Megalus é considerada parte do reino de Keronã, mas se encontra dentro de território Troll. Alguns dizem que a divisa do reino termina quando termina a cidade de Megalus.
Cidades / Locais
- Lamark , A Cidade Maldita
- Comodol
- Manticor
- Iidochi
- Valurian
- Nadium, A Cidade dos Segredos
- Lorennel
- Iinicy
- Crystini
- Honor
- Vila Mineral de Honor
- Megalus
- Colina Dos Grifos
- Pântano do Lago
- Lago Cristalino
Galerias
|