
O reino dos magos surgiu junto com a expansão Mênder. Os sábios que viviam em Drow sabiam que tal ato seria desastroso e infrutífero para o reino. Junto com a população descontente eles vagaram para o norte.
O reino dos Magos não sofreu nenhuma resistência na independência do Reino Drow que na época se encontrava em guerra ao leste com os Elfos.
Eles cresceram prósperos e vitoriosos, tinham tudo para se tornar a potência do novo continente.
O reino logo encontrou tribos anãs do norte e formaram um pacto de amizade e aliança. O Reino dos Magos expandia muito rapidamente, indo do Grande Lago das Montanhas Selvagens até a floresta de Niteril.
No ano de 603, Ecatron subiu ao trono. Nomeado por humanos e anões como o representante único entre as duas raças. Seu castelo se encontrava na divisa com a morada dos humanos e a morada dos anões, para mostrar a homens e anões que não havia diferença entre as duas raças e que ele governaria com justiça e igualdade a todos.
Ecatron era um bom rei, adorado por todos. Casado com Elena.
Ele expulsou da região as criaturas que vinham da temida Floresta Negra, o que as outras raças chamavam de Elfos Negros.
Numa dessas guerras contra os Elfos Negros, a guerra de Solenil, Ecatron teve um filho com outra mulher. Ele que era adorado por sua fidelidade a Elena jamais poderia assumir tal fato. E este filho lhe custaria a vida.
No ano de 626 Ecatron recebeu em seu castelo a plebéia e seu filho Morgdûm, numa festa onde o rei atendia o pedido e ouvia as suplicas de seus súditos durante um dia e uma noite inteira.
Quando o rei a viu, seu rosto desfigurou-se, mas poucos notaram antes dele se recompor.
A plebéia aproximou-se do rei para fazer-lhe o pedido, mas este foi alto demais. Ela queria que Ecatron assumisse publicamente seu filho o que mancharia para sempre a reputação puritana do grande rei.
Tal ato custou a vida da plebéia e o exílio do garoto de 13 anos nas terras áridas, situado na ilha a Noroeste do reino – atual Ilha da Morte.
Seis anos depois Ecatron lutava na Ilha do Dragão para livrar tal terra do domínio dos piratas e corsários que ali viviam, a guerra era árdua e consumia muito o recurso do reino. Para piorar, mensagens urgentes trazidas do Oeste (local onde se encontrava co castelo) chegaram ao Rei. As mensagens falavam sobre uma horda de zumbis e esqueletos mortos vivos que atacavam as cidades da região.
Ecatron voltou para seu castelo no dia 26 do mês de Caloê de 633, deixando no comando do exército seu filho Longnorth, para lutar contra os piratas.
Quando chegou a suas terras, encontrou a região morta e seca e naquele mesmo dia uma nuvem negra cobriu o céu, indo da ilha árida até o noroeste da floresta negra, dividindo o reino anão do reino humano. Neste mesmo dia os mortos saíram de suas covas e combateram os poucos soldados do rei que não haviam ido lutar na Ilha do Dragão. O próprio rei saiu para combater.
O combate durou seis dias e no último dia Ecatron desapareceu. O combate ficou conhecido como “As seis noites sem dia” e a morte dividiu o reino em duas partes. A leste o poderoso Reino Anão que nomeou seu novo rei, o poderoso anão Kenadesh, e a oeste o Reino dos Magos, com Longnorth como rei.
Longnorth perdeu a guerra na Ilha do Dragão, sem o apoio do pai o exército ficou desmotivado.
Ao saber o que houve no castelo, ele retornou rapidamente empenhando inúmeros combates para tentar reconquistar o local. Mas todos eles foram em vão.
Longnorth acabou por desistir e construiu um novo castelo, ergueu também torres mágicas (como vieram a serem chamadas) vigiadas por clérigos para impedir o avanço dos mortos vivos sobre seu reino.
Ninguém nunca mais ouviu falar de Ecatron, lendas contam que ele vive eternamente como prisioneiro de seu filho bastardo na Ilha dos Mortos, outros dizem que ele foi visto sendo arrastado preso a um cavalo por uma criatura negra e outra versão conta que sua alma foi destinada a vagar eternamente pelo castelo onde ele viveu, assombrando Elena e os que permaneceram presos ali.
Leis e Costumes
A cultura social deste reino vem de uma casta selecionada nos dias mais antigos. A base de formação de tal reino foi feita pelos sábios, nobres e estudiosos de magia que se revoltaram com a expansão de Mênder e migraram para o norte, fundando assim o ínicio de um reino que se tornaria a maior potência de ERA.
Este reino foi fundado sobre a base de sabedoria e cultura, tornando-se um reino culto formado de sábios e filósofos. Aqui encontram-se os maiores sábios do continente e 30% da população é instruída sabendo ler e escrever, só perde nesse quesito para DranVille.
O reino conta com o maior número de escolas de filosofia e magia de ERA.
Hoje o reino preza muito a leitura e suas bibliotecas são as maiores de todo o continente. Dizem que o exemplar original do livro da sabedoria se encontra em uma dessas bibliotecas particulares.
A mulher é tratada com respeito e como uma igual, mantendo seu limites e paradigmas da base humana, ou seja, apesar de respeitada se mantém abaixo da sociedade masculina.
Aventureiros e amazonas são vistos com bons olhos por este reino.
Algo peculiar é a hospitalidade do povo de Mago, um forasteiro que chegue a uma cidade sem condições de hospedagem ou comida deve ser recolhido pelas famílias locais e cuidado por elas (é claro que há um limite de tempo, nenhuma família tem por obrigação adotar um vagabundo). Esta cultura só existe nas pequenas cidades desse reino, algo que era praticado na época em que os povos fugiam da expansão Mênder e os recém fundadores do reino os acolhiam como forma de boas vindas. Nas grandes cidades esta prática desapareceu a anos devido ao grande volume de pessoas e a natureza humana de tentar levar vantagem em tudo.
Uma outra cultura peculiar que não acontece em mais nenhum reino é a troca de presentes entre conhecidos na passagem do ano. Tal fato é feito como simbolismo da amizade mútua entre humanos e anões na época de Ecatron.
Outra festa, se é que podemos chamar de festa, é o luto do dia 26/03 ao dia 32/03, representando a perda de Ecatron. O reino inteiro para nesses seis dias e panos negros são colocados nas portas das casas. É o único feriado praticado em dois reino, pois tal fato se repete no reino anão.
Principais Leis
Assassinato: O assassinato é punido com a morte. A população do reino preza muito a justiça e ninguém é acusado e sentenciado sem provas concretas de delito. Para isso, magos ou clérigos são chamados para o julgamento e a sentença para um assassino é a morte por afogamento, ou em caso de Tâmatuz, ser atirado no poço das lamentações.
Poço das lamentações: Consiste num fosso com cerca de 6 metros de diâmetro por 20 de profundidade. Desses vinte metros cerca de 5 a 8 metros são repletos por água. Os piores assassinos são condenados ao poço. Eles são vestidos com uma camisa de metal e seus barcos e pernas são acorrentados a esta camisa de forma de eles possam se mover mas não possam se livrar da mesma. Estes condenados são então atirados no poço.
Muitos afundam na queda e não retornam mais, outros conseguem se apoiar nas paredes e ficam ali por dias até morrerem de fome ou doenças.
O nome do poço se deu por causas dessas pessoas que gritam e lamentam implorando perdão, e todos que passam perto do fosso podem ouvir seus gritos e gemidos.
De tempos em tempos os velhos corpos são removidos de dentro do poço.
Roubo: Como no assassinato o acusado deve ser julgado e a pena varia de reclusão à trabalhos forçados em locais de risco, como minas. Outras vezes o acusado é morto ou lançado no poço das lamentações, dependendo do roubo e de quem foi roubado.
Desrespeito: O respeito é algo muito bem visto por esse povo. Os soldados são treinados para serem educados e simpáticos aos aldeões ou visitantes, mas quando necessário, podem se tornar enérgicos e agressivos. O desrespeito a uma autoridade é punido com a chamada Caminho da Liberdade, o acusado é colocado num corredor de 6 metros de comprimento repleto de brasas e é obrigado a atravessar o corredor com os pés descalços. Tais atos podem parecer bizarros para um reino tido como civilizados, mas na verdade são muito eficientes.
Casamento: O casamento só é realizado se o casal estiver de acordo em faze-lo. Nada é forçado. Casar representa a união da vida e da felicidade, dessa forma para o casal que se sente infeliz a separação é bem vistas.
Adultério: O adultério consiste na imediata separação do casal. O traído tem direito de ficar com os bens do casal, dando ao adultero só aquilo que achar necessário (podendo ser nada). Todo adultério deve ser comprovado.
Dívidas e Impostos: A dívida ao estado é pago através de trabalhos prestados a comunidade e ao bem estar do reino, como participação na construção de pontes, castelos, muralhas e serviços de auxílio a guarda.
A dívidas a pessoas físicas são pagas através do confisco de bens, ou caso o devedor não tenha bens, em trabalhos prestados ao dividendo durante um período suficiente para sanar a dívida.
Escravidão: Não é permitido nenhum tipo de comércio escravo neste reino.
Júri – O Reino dos Magos preza muito pela justiça e a ordem, em quase toda as cidades há um templo de Hagr.
O julgamento é composto de um mago especialista em magias da mente e ilusionismo, alguns clérigos de Hagr e um estudioso de leis (muitas vezes o próprio clérigo de Hagr) que dá a sentença final ao acusado. O julgamento é feito em recinto fechado e somente o acusado e o júri podem permanecer no local e interrogar o réu.
Cerca de 98% dos julgamentos são bem sucedidos.