
O reino Orc foi fundado sobre os pilares da morte, traição e ódio. Um reino criado graças a uma conspiração mesquinha realizada por um rei sem escrúpulos.
Os orcs chegaram ao continente milhares de anos antes dos humanos. Moradores das planícies férteis e das montanhas dos Grifos, jamais expandiram seu reinado. Estavam satisfeitos com sua morada.
Nos anos de 236 os humanos passaram a habitar ao redor da Colina dos Grifos, eliminando as tribos da Planície Fértil. Mas nunca tiveram problemas sérios com os orcs das colinas.
Mas foi em 587 que Keronã declarou guerra a Belthor, uma batalha que já estava decidida frente ao poderio militar de Belthor. Khântatur era o rei orc da época, e foi horas antes do combate definitivo que ele decidiu enviar suas tropas em auxílio aos humanos que circundavam sua terra, criando assim um vinculo de paz e amizade. Ninguém até hoje sabe o motivo real de tal decisão. Alguns dizem que foi um sonho que ele teve e o fez agir de tal forma, outros dizem que ele foi visitado por uma criança humana na noite anterior ao combate, mas a única coisa certa foi a vitória conseguida sobre Belthor graças a intervenção Orc.
Após tamanha prova de aliança, Keronã passou a aceitar os orcs como seus aliados, um reino dentro de seu reino.
Em 603 o atual regente de Keronã morreu e seu ambicioso filho tomou o poder. Sem conhecer os fatos, o pequeno reino Orc caiu numa armadilha política criada por esse rei, o que provocou revolta e uma conseqüente guerra entre os dois povos.
Os orcs resistiram bravamente por longos seis anos, mas a insistência humana acabou por atingir o coração do reino orc.
Khântatur, enviou uma tropa juntamente com mulheres e crianças para fugirem pelo sul das colinas, enquanto que ele próprio esperava a invasão humana à capital Orc.
Aqueles que conseguiram escapar construíram rapidamente pequenos barcos e seguiram para a ilha de Rhôs. Enquanto que a cidade de Ketohanom era pilhada e a cabeça de seu rei exposta ao público.
Mas Antarôn, o rei de Keronã, soube da fuga dos orcs e decidiu fazer uma investida marítima contra a ilha de Rhôs.
Munido de navios pesado de guerra, Antarôn caiu na maior armadilha natural de Rhôs. O litoral da ilha era repleto de corais, fazendo os navios afundarem ou encalharem, tornando-se alvos fáceis para as catapultas orcs que atiravam incansavelmente. Enquanto que estes com seus pequenos navios, abordavam os navios encalhados.
Num desses ataques Antarôn foi morto e a guerra morreu com ele.
Hoje o reino Orc é praticamente imune a qualquer invasão. Seu litoral é cercado por torres e catapultas e um sistema de sinais através de toques de corneta avisa a ilha inteira em questões de minutos de qualquer ataque inimigo.
O litoral dificulta a aproximação de grandes navios e os orcs navegam facilmente com seus barcos preparados para o local. Rhôs se tornou uma verdadeira fortaleza flutuante
Leis e Costumes
O reino com uma das culturas mais antigas do continente. Uma cultura forte que resistiu ao tempo, a guerra e a traição, e se manteve intacta durante centenas de anos.
Os orcs, antes viviam em clãs na planície fértil e nas colinas dos grifos, foram praticamente dizimados quando os humanos se expandiram para leste. Hoje são poucos que existem no mundo, apenas na ilha orc e em locais isolados onde eles atingiram um estágio de quase barbárie total. Alguns ainda se encontram trabalhando como mercenário para magos.
Porém, na ilha de Rhô a cultura orc se manteve inalterada. Os Orcs criaram uma fortaleza em torno do local e vivem com seus costumes e seitas.
Na comunidade orc o respeito é imposto pela força, isso é muito comum desde a infância até a fase adulta de um orc.
Os orcs vivem em clãs chefiados por um único rei que chega a este posto ao provar sua bravura. Um novo rei é sempre indicado pelo antigo quando este já se encontra em idade avançada. Geralmente muitas disputas ocorrem quando um novo rei sobe ao poder, até que ele prove ser forte o bastante para reinar muitos outros orcs desafiam seu posto. Se o rei morrer sem indicar um novo sucessor, os mais fortes de cada clã disputam para ganhar o posto.
As fêmeas orc, por ser minoria, são tratadas como relíquias e muitas vezes disputas com morte ocorrem por causa delas.
Matar, brigar e morrer é algo comum nessa sociedade chamada pelos humanos de bárbara. Mas esta é uma cultura de uma raça que a milhares de anos estão sobre ERA, muito antes dos primeiros humanos pisarem no continente.
O panteão Orc é único e nenhum deus humano é adorado neste lugar.
Principais Leis
Assassinato: Algo muito comum entre os orcs. Brigar e matar um semelhante é a forma mais inteligente de se ver livre de um problema. E para uma raça extremamente agressiva, um simples olhar é motivo de discussão que muitas vezes termina em morte.
Uma velha lenda diz que os orcs são Covardes e fogem frente a um perigo real, isso não é verdade. O fato é que os orcs preferem lutar com uma vantagem clara de vitória a enfrentar um fracasso. Isso é nato na raça e devido a sua cultura agressiva, fugir, muitas vezes, é a única opção para se manter vivo.
Roubo: Roubar é algo que os orcs consideram abominável. Por serem extremamente materialistas (chegam a ser mais que os humanos na maioria das vezes) o ladrão é levado pelo próprio povo a uma área pública onde é esquartejado vivo pelo povo que faz justiça com as próprias mãos. Em muitos casos erros são cometidos e pessoas inocentes são mortas dessa forma brutal, mas matar um inocente para um orc é apenas uma falha do destino. Ninguém é perfeito.
Desrespeito: Isso é algo comum, parte da cultura orc. Eles se xingam e se agridem verbalmente o tempo inteiro. Se algo realmente o ofende então parta para a agressão. Esta é a filosofia orc.
Casamento: Não há casamentos na comunidade orc e sim confiscos de fêmeas. Um único orc pode ter de 5 a 10 fêmeas em seu domínio e muitos outros não terem nenhuma. Isso é imposto pela força.
As fêmeas são muito bem vistas pelos orcs, mas apenas como um belo objeto de reprodução. Os mais fortes mantém seus descendentes enquanto os mais fracos ficam sem herdeiros.
Dívidas: Não há dividas na cultura orc, tudo é resolvido na base do olho por olho, dente por dente.
Escravidão: Algo comum entre os orcs, mas raramente eles fazem escravos da própria raça. Na maioria das vezes os escravos são de outras raças consideradas inferiores.
Mas há casos do rei escravizar clãs inteiros para adiantar ou terminar um trabalho que necessita com urgência e as vezes até mesmo vender povos de sua própria gente para magos mercadores que fazem negócios escusos com esse reino.
Júri – Não há júri nem juiz na comunidade orc, tudo é resolvido pela própria comunidade (clã). São eles que julgam e executam o acusado. O rei se preocupa em manter o território seguro e longe de invasões inimigas e os problemas pequenos ficam para o próprio povo.
Muitos sábios chamam esse tipo de governo de Anarkista.