Muito antes de qualquer humano colocar os pés em ERA, lá estavam os Trolls, muito diferentes do que são hoje, vivendo em cavernas longe da luz do sol e sem nenhuma forma aparente de sociedade.
Quando os humanos surgiram, fundaram Belthor e logo se expandiram para o leste. Foi nessa época que nasceu Barak, filho de um troll fêmea com um humano.
Barak detestava os humanos pois sabia que seu pai rejeitara sua mãe e tentara assassina-la quando soube de sua gravidez, mas ela escapara da morte escondendo-se nas montanhas do Deserto de Shevva.
Barak cresceu e logo tornou-se líder de sua tribo, diferente dos outros Trolls ele não temia a luz do dia e tinha uma inteligência elevada para os padrões de sua raça. Sua tribo se restringia as montanhas de Shevva, mas Barak desejava mais.
Ele queria conquistar o deserto e as férteis ao Oeste, pois corria em suas veias o sangue humano e a vontade de conquistar.
Foi no ano 532 que ele fundou o “Exército Verde”. Juntando os melhores guerreiros de sua tribo e armas feitas de pedra e madeira, Barak seguiu o litoral da cordilheira.
O sangue jorrou pelos 16 anos de conquista. As tribos que não se aliavam a Barak eram destruídas impiedosamente e seu exército crescia mais e mais com cada conquista.
Barak adentrou o interior do deserto, conquistando os Nômades e moldando seu exército, pois apenas os mais fortes sobreviviam a tal empreitada. Após a conquista de Shevva seguiu para Magalay onde se deparou com a expansão humana vinda do Oeste, vinda do reino de Belthor (que em breve se tornaria Keronã) onde seu pai era soldado.
Tudo que Barak sempre procurou, tudo que ele sempre desejou desde a saída de sua terra, era encontrar os humanos e destruí-los como vingança a seu pai.
Belthor era muito próspero, mas a província estava longe do reino o que dificultava a movimentação de exércitos no caso de um ataque. E foi exatamente isso que aconteceu a província de Delenór, uma cidade nova, mas próspera, que acabara de descobrir minas de ouro na região. O rei havia sido informado da descoberta e estava enviando tropas de elite para defender as terras. Mas Barak chegou primeiro.
Os trolls sob o comando de Barak devastaram Delenór, empalando mulheres e crianças, formando um terrível “corredor de boas vindas” as tropas que chegariam a cidade. Os homens foram esquartejados e suas cabeças foram pregadas nas portas das casas.
Barak escondeu seu exército nas minas para esperar a chegada da noite. O exército de elite comandado por Volanter chegou na cidade um dia após o ataque e foram pegos de surpresa pelas tropas de Barak. O combate durou dez dias, o exército de Volanter foi derrotado pela exaustão, pois os trolls, mesmo esquartejados voltavam a vida dias após.
Barak decretou que a expansão chegara ao fim e fundou ali a cidade de Maná deixando parte de sua tropa para cuidar da recém criada cidade e da fronteira de seu reino.
Os trolls passaram a vagar durante o dia, preferindo ainda assim a noite, e várias cidades foram fundadas, mudando toda uma cultura milenar. Barak foi quase um deus para eles e reinou por 76 anos, sem deixar herdeiros, já que era estéril.
O reino troll ainda é temido por todos os outros reinos, pois uma expansão troll poderia ser devastadora e destruir a maior parte dos outros reinos. Mas isso nunca ocorreu, por que motivo ninguém sabe, talvez porque os trolls jamais tiveram outro líder como Barak e se mantêm neutros e indiferentes aos problemas políticos dos outros reinos.

Leis e Costumes

Este com toda a certeza é o reino com costumes mais bizarros e diferenciado dos outros reinos. È tão bizarro que até mesmo um habitante do reino orc acharia estranho viver em meio a essa civilização.
As leis do reino são mais antigas que a própria “colonização” do continente, pois foram criadas pelo próprio Barak e jamais foram mudadas desde então. Sua filosofia principal é: Os mais fortes mandam e superam os mais fracos, e eles seguem a risca tal política.
Matar e morrer neste reino é algo muito natural, já que o troll se regenera mesmo despedaçado - a morte em si só é considerada quando o corpo da vítima é queimado até as cinzas ou derretido em ácido, mas tal ato é extremamente raro de ocorrer, já que os troll prezam suas vidas mais que qualquer outra raça, devido a sua lentidão em se procriar.
É muito comum o desentendimento banal e o caos entre essa raça, mas é pouco provável que um troll mate seu semelhante, pois acreditam que a morte de um irmão corresponde a perda significativa na fundação de BARAK que eles reverenciam como um deus, e por isso temem sua ira.
No reino troll as fêmeas foram feitas para reproduzir e como são minoria, são consideradas pela sociedade apenas como reprodutoras que após usadas são descartadas e deixadas a mercê da sociedade. Proibidas de terem bens matérias ou de se oporem a qualquer desejo de um troll macho (a lei do mais forte).
Os trolls se desafiam constantemente, seja para copular uma fêmea, para negociar uma mercadoria ou por discussões mesquinhas e banais. Se o mais fraco não concorda com o mais forte, este (o mais forte) utilizará a força para faze-lo concordar. Dessa forma os líderes, tanto no exército quando nas cidades são feitos pelos mais fortes capazes de desafiar alguém quando desejar. Isso raramente ocorre, pois os troll respeitam sua hierarquia de poder e temem o poder daqueles que julgam mais fortes, já que a regeneração pode levar preciosos anos de suas vidas embora.
Principais Leis
A Lei do mais Forte: Esta é a principal lei do reino, basicamente tudo é baseado nela. A sociedade troll está dividida entre os mais fortes e mais fracos. Alguém que tenha uma posição social pode exigir de alguém abaixo na escala social a cumprir uma tarefa e este por sua vez deve obedecer ou desafiar (veja abaixo) aquele que exigiu a tarefa.
Os mais fortes jamais devem exigir mais de 3 tarefas de alguém mais fraco no nível social durante sua vida, a não ser que este tenha jurado fidelidade a seu senhor (veja abaixo).
Desafio: Qualquer troll macho, de uma casta inferior pode desafiar alguém de casta mais elevada. O desafio só pode ser feito de alguém mais fraco para alguém mais forte, nunca o contrário. Exemplo, um servo pode desafiar seu senhor, um cidadão pode desafiar seu regente, ou um camponês pode desafiar o dono de sua fazenda, mas nunca o contrário.
Desafios são raros de se ver, mas muito apreciados pela comunidade troll. Estes são marcados e ambos os troll utilizam as armas que seu dinheiro e poder possa fazê-los comprar, muitas vezes é algo extremamente injusto, e o mais forte as vezes nem participa da briga pagando um grupo de mercenário para faze-lo por ele.
Teoricamente, ambos são colocados em arenas especiais ou improvisadas e lutam até a morte física, como os trolls chamam a destruição completa de seus corpos. Se o desafiado perder, o vencedor ganha seu posto e todos os pertences que tal posto acarretar (um taverneiro perderia sua taverna, assim como um fazendeiro sua fazenda e um mercador sua tenda e mercadorias), exemplo, o regente perde o desafio de um mercador que almeja ser regente. Este se tornará regente se vencer o regente atual.
Agora, se o desafiado vence, este tem direito de matar com fogo ou ácido aquele que o desafiou para que isso nunca mais aconteça. Por esse motivo desafios são temidos e pouco comuns entre os trolls.
Fidelidade: Um troll pode jurar fidelidade a outro mais forte. Este por sua vez pode aceitar ou recusar o pedido de fidelidade. Se aceitar, o troll que jurou fidelidade estará sob a tutela daquele que aceitou e este deverá arcar com moradia, alimentação e proteção, mesmo que ela seja precária e desumana.
Em troca, o troll que jurou fidelidade estará sob as ordens de seu senhor e deverá trabalhar para o mesmo e seguir todas as suas ordens. Aquele que jurou fidelidade jamais poderá entrar em desafios com outros troll ou com seu senhor, e só estará livre de seu juramento se o senhor o libertar ou ele morrer. Mas nem sempre isso acontece e muitos trolls são caçados e mortos por descumprir tal juramento.
Assassinato: É comum brigas entre trolls acabarem em esquartejamento, mas isso não confere a morte do perdedor e sim a perde de alguns meses de vida para se recompor. Morte só é considerada quando um troll utiliza fogo ou ácido para destruir seu adversário. Tal ato é considerado bizarro quando não é feito por um desafio ou um senhor contra aquele que jurou fidelidade por algum motivo pessoal.
Quando um troll mata outro, independente do status social, ele é pego e enviado a igreja da crueldade, onde sofre severas torturas durante 5 anos de sua vida, sé então é queimado até as cinzas num ritual aberto ao público.
Muitas vezes as torturas são também abertas ao público, onde o troll é posto em pé em gaiolas penduradas pela cidade e ficam ali dias sem comer, beber ou dormir.
Roubo: Roubar não é um ato criminoso entre os trolls. Há um ditado que diz, se você é idiota o suficiente para não cuidar de seus pertences, então que seja roubado. Quando um troll é roubado e encontra o ladrão, os problemas são resolvidos em lutas e aquele que vencer acaba sendo dono do espólio. Por isso é comum entrar em cidades trolls e ver vários deles lutando por uma espada, armadura, ou jóia. A lei do mais forte, aquele que vence leva.
Desrespeito: Desrespeitar com xingamentos ou roubar alguém mais forte é desafia-lo para um duelo. Por isso os troll respeitam a hierarquia social de sua raça.
Fêmeas: As fêmeas são a margem da sociedade, são objetos dos trolls machos. Elas não podem adquirir bens materiais e devem se sujeitar ao que o macho desejar. Elas são a base da pirâmide social. Só terão comida, bebida e moradia se um macho as desejarem e por este motivo, a maioria delas vivem com a classe social mais alta, sendo descartada como lixo quando estão mais velhas e substituídas por novas.
Quando um macho coloca uma fêmea para fora de casa, ela deve se sujeitar a ser pega por outro macho ou passará fome, e frio. Nenhuma fêmea tem permissão para sair das cidades onde residem a não ser em fuga.
Dívidas e Impostos: Não há dívidas e sim roubos. Quando um troll precisa de algo ele obriga alguém mais fraco a lhe dar. Esta lei não pode ser usada para tudo que um mais fraco tenha, mas pode ser usada para explora-lo em forma de serviços. Não há empréstimos entre troll. O estado faz e confisca o que for necessário da população quando desejar, afinal o estado é o topo da pirâmide social.
É até difícil entender esta cultura bizarra.
Escravos: Escravos não troll são comuns entre esta sociedade e seguem o mesmo rigor da lei de fidelidade, que não passa de uma lei para tornar troll em escravos. A diferença é que os não troll não precisam jurar fidelidade a seu senhor, são pegos e feitos como escravos a força.

Júri – Os julgamentos são sempre realizados pelos mais fortes da cidade, tais como: Regentes, chefes da guarda ou sacerdotes de Karan. Por isso é sempre bom ter uma certa influência. O julgado não tem direito a defesa e deve se sujeitar ao júri, ou usar a lei do desafio e desafia-lo. Julgamentos são realizados apenas para apurar assassinatos e a sentença é quase sempre a mesma: Culpado. Os outros problemas são resolvidos entre a própria sociedade.
A lei de assassinato não se aplica a não troll, a não ser que aquele que foi morto tenha um alto posto entre essa sociedade.

Suas Fronteiras

- Ao norte o Reino Troll faz divisa com DranVille sendo suas fronteiras o Rio Shevva e a cordilheira de Shevva.
- Ao oeste a divisa com Keronã é bem confusa. Segundo alguns Megalus está dentro do reino Troll, mas os próprios moradores de Megalus dizem ser parte do reino Keronã.
Pode-se dizer então que a fronteira é o rio Hûr.

Cidades / Locais

- Defesa
- Vila Kã
- Kiner
- Tarok
- Kastwarmyn
- Stay
- River e Niwer
- Feitiços
- Maná
- Deserto de Shevva
- Cordilheira de Shevva

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